Você já ouviu falar em escarlatina? É mais comum do que parece e poder ficar séria.

julho 05, 2017
Minha pequena passou jeito mal há 2 dias com sintomas dessa doença… Acordou na madrugada dizendo q estava com dor de barriga,  mas nada de fazer coco….  Ai voltamos a dormir e quando acordou fez seu coco como disse  costume depois e ela foi normalmente para escola…  Na parte da tarde me ligaram dizendo q ela não queria comer e estava vomitando e com febre,  a levamos ao pronto socorro e os vômitos continuaram.  Ela precisou tomar soro na veia para parar os vômitos e hidratar.

Como qualquer sintoma de doença seria só aparece depois de 48h da febre, então não saímos com nenhum resultado certo do pronto socorro…  Continuamos hidratando e controlando os vômitos e febre e muita febre e dor na barriga….



No outro dia em consulta com a médica pediatra dela o corpo já estava cheio de bolinhas e a língua bem vermelha…
Foi aí que ela diagnosticou escarlatina.  Para curar repouso e nada de escolinha e tb antibióticos….
Estou aqui cuidando da minha pequena… 
Entenda um pouco mais dessa doença.
Escarlatina é uma doença infectocontagiosa aguda, provocada pela bactéria Estreptococo beta hemolítico do grupo A, que acomete especialmente as crianças em idade escolar, durante a primavera.
Essa bactéria é a mesma que causa amidalite, artrite, pneumonia, endocardite e algumas infecções cutâneas. A diferença é que, na escarlatina, ela libera toxinas que provocam pequenas manchas vermelhas e confluentes na pele.
A transmissão ocorre pelo contato direto com a saliva ou a secreção nasal de pessoas doentes ou portadoras da bactéria que não apresentam sinais da enfermidade.

O período de incubação pode variar de um a dez dias.
Sintomas
* Febre alta nos primeiros dias, que vai baixando aos poucos nos dias subsequentes até desaparecer;
* Dor na garganta, que adquire coloração avermelhada;
* Erupção cutânea (exantemas): pequenas manchas vermelho-escarlate de textura áspera na pele que aparecem inicialmente no tronco, depois tomam a face, o pescoço, os membros, axilas e virilha, mas poupam as palmas das mãos, as plantas dos pés e ao redor da boca, e descamam com a evolução do quadro;
* Língua adquire o aspecto de framboesa, porque as papilas incham e ficam arroxeadas;
* Mal-estar;
* Inapetência;
* Dor no corpo, de barriga e de cabeça;
* Náuseas e vômitos.
Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico, mas alguns exames laboratoriais, como o de cultura e o teste rápido de pesquisa do estreptococo na garganta, ajudam a identificar a bactéria e estabelecer o diagnóstico diferencial, porque há outras doenças com sintomas semelhantes.
Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são fundamentais para evitar complicações graves da doença, entre outras, a meningite, o reumatismo infeccioso e a glomerulonefrite.
Prevenção e tratamento
A melhor forma de prevenir a doença é evitar o contato com pessoas infectadas.
Sempre é bom lembrar que portadores assintomáticos do estreptococo podem transmitir a bactéria.
Penicilina é o medicamento indicado para o tratamento da escarlatina. Pacientes alérgicos a essa droga podem recorrer a antibióticos, especialmente à eritromicina.
Analgésicos e antitérmicos são úteis para alívio dos sintomas.
Recomendações
* Leve a criança ao médico para esclarecer o diagnóstico sempre que apresentar mal-estar, dor de garganta e febre;
* Mantenha o doente em casa, em repouso enquanto o quadro não regredir completamente;
* Ofereça-lhe alimentos leves, fáceis de engolir e muito líquido;
* Fique atento: criança com escarlatina que não for tratada adequadamente está sujeita a complicações graves que se manifestam quando a doença parece curada.
Fonte: site do Dr Drauzio Varella

Post escrito em 2015
Por Marta Gomis
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