Volta às aulas: problemas de visão podem comprometer rendimento escolar

janeiro 28, 2019



De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no Brasil apresentam problemas de visão, que, quando não diagnosticados, afetam o aprendizado e podem até ser causa de evasão escolar. Além disso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima que até 10% dos brasileiros de 7 a 10 anos precisam usar óculos. Esses dados demonstram a importância de aproveitar as férias para levar a garotada ao oftalmologista antes da volta às aulas.

“Muitas vezes, o desinteresse pelas aulas e a dificuldade de aprendizado estão associadas à dificuldade de enxergar. A criança perde o interesse em estudar e socializar. É fundamental levá-la para um exame oftalmológico no início da alfabetização e, depois, anualmente”, explica o Dr. Alan Barreira Jr., especialista em Oftalmopediatria, Retina e Glaucoma do HCLOE, empresa do Grupo Opty em São Paulo.

Prevenção
A consulta oftalmológica é uma medida preventiva importante, mas alguns sintomas podem indicar a presença de alterações na visão e merecem a atenção dos pais ou responsáveis. Quedas frequentes, desinteresse por atividades manuais, piscar muito, lacrimejamento constante, franzir a testa ao tentar focalizar algo longe e dificuldade de concentração são algumas das manifestações de problemas visuais – que podem ocorrer mesmo sem a apresentação desses indícios.

A partir de 6 meses de idade, a primeira consulta oftalmológica já pode ser feita. Nessa primeira avaliação já é possível observar a presença de estrabismo, malformações congênitas ou presença de ametropias (grau) que necessitem de correção com óculos.

Já a partir dos 3 anos, quando a criança já consegue informar e identificar desenhos, é possível obter a acuidade visual. Dessa forma exame oftalmológico é muito mais preciso. Por isso uma nova consulta nesta idade é de extrema importância.

“Para o oftalmologista, a avaliação da visão da criança se inicia na entrada da criança no consultório: a forma de andar, se sentar e olhar para a tela de acuidade visual já faz parte da análise para o diagnóstico”, comenta o especialista. Nas consultas, são realizados exames tais como:
  • Avaliação do reflexo vermelho e motilidade ocular extrínseca: para identificar a presença de estrabismo;
  • Acuidade visual e refração: avaliar a presença de ametropias ou grau;
  • Exame biomicroscópico e mapeamento de retina: para avaliar a presença ou ausência de qualquer malformação ocular.
Problemas mais comuns
Entre as doenças oculares mais comuns na infância estão as ametropias (altos graus de miopia, astigmatismo e hipermetropia), anisometropias (diferença de grau entre os olhos), estrabismo (vesguice), ambliopia (“olho preguiçoso”) e conjuntivites alérgicas. “A anisometropia é talvez a mais difícil de se diagnosticar, porque na maioria das vezes o olho contralateral é emétrope, ou seja, o olho oposto tem visão normal, então a criança não apresenta sintomas facilmente identificáveis”, afirma o especialista.

As ametropias (erros refracionais), como a hipermetropia, o astigmatismo e a miopia, provocam sintomas como embaçamento ou vista turva, dor de cabeça e cansaço visual, mas que podem ser facilmente corrigidos com óculos de grau.

O estrabismo (desalinhamento dos olhos) normalmente é perceptível em fotografias ou mesmo durantes atividades do cotidiano é possível observar. Ao verificar a possibilidade, os pais devem levar a criança ao oftalmologista.

A ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso, é a diminuição da capacidade visual, que ocorre, principalmente, pela falta de estímulo ao olho afetado durante o desenvolvimento da visão. O uso de tampão no olho sadio pode ser recomendado pelo oftalmologista.
Problema passageiro, mas que também pode prejudicar a visão, a conjuntivite alérgica pode se manifestar com prurido (coceira) constante, olho vermelho, piscar frequente e secreção ocular.

Novos vilões
Estudos recentes têm demonstrado aumento da incidência da miopia no mundo, especialmente entre crianças e jovens. As pesquisas mostram que a luz azul violeta emitida por TVs, celulares, computadores, tablets e também por lâmpadas de LED podem causar danos à visão, e que a nova geração está desenvolvendo miopia mais precocemente e em graus muito maiores do que as anteriores.

A doença está associada ao esforço acomodativo, ou seja, ver coisas pequenas muito de perto, em movimento ou no escuro. “Se a criança quase não brinca ao ar livre, estimulando a visão à longa distância, e passa muito tempo em frente às telas, o cérebro pressupõe que o importante é a visão de perto, que vai ficando cada vez melhor, em detrimento da visão de longe, que vai se deteriorando”, explica o médico do HCLOE. “Essa mudança do comportamento da sociedade provavelmente está relacionada ao aumento da incidência da miopia mundial”, conclui o especialista, que lembra que fatores genéticos e ambientais estão entre os principais causadores de miopia.

Sobre o Opty
O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a aplicação da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando oito empresas oftalmológicas, 1400 colaboradores e 400 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília, o Grupo INOB (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC) e o HCLOE (SP) fazem parte dos associados, resultando em 19 unidades de atendimento

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