Meus filhos viram o ‘Momo’ e estão apavorados! Como lidar com essa situação?

março 18, 2019



Que a figura do “Momo”, uma escultura de mulher pássaro (que foi feita para participar de uma exposição japonesa de esculturas aterrorizantes, em 2016) assusta, não há dúvidas. E ainda mais falando para as crianças que devem cometer o suicídio ou matar seus pais, deixa a situação ainda mais apavorante.



Em situações assim, como os pais devem proceder? A primeira reação tem de ser a de DAR COLO, ABRAÇAR, ABRIGAR NOS SEUS BRAÇOS. De nada adianta sair guardando os celulares, tablets ou desligando a TV. O perigo e o medo já entraram na casa e tomaram todos os espaços. E o principal, invadiram a mente dos pequenos, suscetíveis, vulneráveis, e sem a capacidade emocional de processar a informação como os adultos. E por mais que nós, mães e pais, tenhamos o impulso de sair buscando os “culpados” e tentar assegurar que fiquem distantes de nossas crianças, precisamos controlar nossa ansiedade e nos voltar para nosso bem mais precioso: nossos filhos. 

Eles se veem apavorados, tomados por um terror que não conseguem nomear; e a única mensagem que captam deste contato com a figura do “Momo”, é a de que não são desejados neste mundo, de que devem partir. A criança pequena não entende o ato de suicidar-se como uma tentativa desesperada de acabar com uma angústia que invade a vida e deixa tudo cinza. Mas ela percebe muito bem quando não é querida por perto, quando é tratada como um “fardo”, um “problema”, um motivo a mais de stress dos pais. E é justamente neste ponto que cabe aos pais uma mudança de atitude: de desligarem seus celulares, de sentarem junto aos filhos e mostrar a eles o quanto são realmente amados, e o quanto o amor da família unida vai fazer esse medo ir embora. E, também, de suma importância, não fazer com que a criança se sinta culpada por ter acessado vídeos onde o “Momo” apareceu. Falas do tipo “viu só, não sai desse celular, deu nisso!”; “Eu vivo falando para ir brincar e sair desse Youtube e você não sai!” não devem ser ditas, pois só reforçariam o pensamento na criança de que ela faz coisas erradas e.....portanto....não deveria mais viver nesta família. 

Sei que é difícil deixar o medo de lado nesta situação....mas tente pensar de forma racional um pouco: quando surge uma “criatura” que ameaça a vida dos nossos filhos, nos ataca profundamente pois coloca em risco a nossa própria história de vida, nosso desejo que nossos filhos deem continuidade à nossa trajetória e nosso nome de família. E nossa “arma” para combater situações assim é justamente resgatar os laços e a força das relações dentro da família.

Que este texto consiga amenizar as angústias de tantas mães.

Cláudia Sanches
Psicóloga Clínica de crianças e adolescentes
CRP 06/125763
E-mail: cm.cmsanches@gmail.com
Contato: (19) 97107.8594
                        



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